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sábado, 29 de maio de 2010

O primeiro trimestre

Iniciando a história da Zoe.
Como toda mulher que se relaciona sexualmente com um parceiro quando percebe que a mestruação atrasou 4,3 ou 2 dias, é gritante a dúvida de uma gravidez. Eu, mulher, nessas condições, não fugi a regra.
Conversei com meu namorado que pediu que eu ficasse tranqüila e esperasse mais alguns dias.
No dia seguinte, ao quinto dia de atraso, estava na biblioteca da minha faculdade, onde trabalhava como bolsista e senti um enjôo.
Liguei para o meu chefe e pedi para sair mais cedo, ele me autorizou e eu fui direto para casa do meu namorado, contei o que havia acontecido e disse a ele que sabia que estava grávida.
Ele chegou a me questionar, perguntando como eu tinha tanta certeza, se eu só tinha tido um enjôo.
Sem saber responder como eu tinha tanta certeza, mas com ela dentro de mim, sugeri que fôssemos comprar um teste de farmácia.
Compramos e o teste deu positivo.
Fiquei muito nervosa. Até mais do que meu namorado. Ou talvez só tenha demonstrado mais que ele.
Resolvemos ainda assim fazer o exame de Beta HCG.
No dia seguinte, conversei com minha mãe e contei a ela sobre a minha desconfiança e disse que faria o exame de sangue para ter certeza.
Fiz o exame, que também deu positivo.
E daí pra frente era encarar a realidade e levar vida da forma como deveria ser.
Depois que nossos pais ficaram sabendo, já podíamos contar pra algumas pessoas.
Meus amigos e família receberam muito bem. Pude perceber o quanto meu filho ou filha seria querido.

Nesses meses os enjôos são freqüentes para algumas pessoas e comigo era exatamente dessa forma.
Não conseguia comer nada, sentir cheiro de nada. Poucas eram as coisas que eu conseguia comer e não enjoava depois.
Não tinha a menor disposição nesses meses e o sono me consumia.
Na primeira consulta que fomos, a médica me falou sobre enjôos e o possível sono que eu poderia sentir no primeiro trimestre.
Fiz a ultra e ela me disse quanto tempo eu tinha de gestação. 6 semanas. Estávamos em outubro de 2008.
Eu ainda me fazia algumas perguntas, algumas preocupações dormiam e acordavam comigo e eu ainda me sentia perdida, apesar de feliz.
Trabalhar e estudar era tão difícil nessa época, porque na parte da manhã e tarde os enjôos eram freqüentes e na parte da noite, o horário que eu estudava já não tinha mais nenhuma disposição e a vontade de chegar em casa e dormir eram maiores do que qualquer coisa.
Aos 2 meses e algumas semanas de gestação, por indicação de uma colega, escolhemos onde eu faria o pré-natal.
E depois dessas primeiras preocupações, que são de extrema importância logo no início da gestação, -para quem descobri logo no início, como eu- acredito que começamos a curtir mais essa fase da vida tão importante e que deve ser curtida, porque não há como voltar atrás depois.
Ainda que você tenho um outro filho, -como eu li muito nos livros para grávidas- nenhuma gestação é igual a outra.
E cada filho deve ter seu carinho e sua atenção desde a gestação.
Carol berto,
escrevo logo existo!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Bebê a bordo


Curioso como as meninas já crescem pensando em ser mãe, sonhando em casar.
Vemos isso pelas suas brincadeiras preferidas; casinha, mãe e filha.
Eu mesma sempre brinquei muito disso. Sempre foi uma das minhas brincadeiras preferidas.
E eu também sempre sonhei em casar e ter filhos.
Na adolescência sempre pensava no dia em que me casaria e teria filhos. Mas na verdade casar sempre foi um sonho maior do que o de ser mãe.
Levava horas planejando, sonhando como seria minha casa, a forma como eu administraria, dentre outras coisas.
Interessante que depois dos 18 anos a vontade de ser mãe já era tão grande quanto a vontade de casar.

Aos 22 anos e com quase 4 anos de namoro, descobri que estava grávida.
No início fiquei muito preocupada, afinal estava namorando e apesar de ter um relacionamento ótimo com planos de casamento, não era exatamente a hora de assumir esse tipo de responsabilidade.
Estávamos os dois cursando o 4° período de psicologia e com muitos sonhos a realizar.
Não que seja impossível realizar sonhos depois de ter um filho antes da hora planejada, sobretudo é necessário muito esforço e perseverança para alcançar projetos, metas e ter os mesmos planos de crescimento pessoal.
Afinal você não será o único dependente dos seus próprios esforços, agora outra pessoa também dependerá disso.
Algumas vezes será necessário abrir mão de algumas coisas e atrasar outras.
Ressalto. Será necessário perseverança.
E quando se tem um relacionamento é necessário pensar se darão um passo a frente, pra que seja formado uma família ou não.
Isso é muito importante.

Mas nada que você tenha que se precipitar, tomando uma atitude tão séria, sem saber se é aquilo mesmo que vocês querem ou não.

Vale pensar muito no assunto, pra que tentando acertar não tomem atitudes que piorem as coisas...


Carol Berto,

Escrevo, logo existo!