terça-feira, 28 de junho de 2011

Cura

Estarei longe, tão longe que não se possa enxergar a olhos nu.
Não sei bem onde, mas sei que estarei longe.
Será preciso reaprender algumas coisas.
Uma criança de seis anos de idade não consegue mais engatinhar.
É necessário reaprender.
E isso demanda tempo e esforço.
Não sei por quanto tempo estarei fora, mas sei que não será pra sempre.
Nem a vida é pra sempre.
Imagine uma ausência!
Tantas percas!
Tanta gente!
Tantas dores!
Tantas conversa!
Tantas promessas!
Tantas ideias!
Tantos planos!
Tantos sentimentos!
Tantas brigas!
Tantos desejos!
Tanta intimidade!
Tanta raiva!
Tanto medo!
Tanta recusa!
Tanta decepção!
Tanta frustração!
Tanta desilusão!
Tanto egoísmo!
Tanto desprezo!
Tanta humilhação!
Tantas verdades!
Tanto histórias!
Tantas risadas!
Tantos filmes!
Tantas pizzas!
Tantas fotos!
Tantos carinhos!
Tantas carícias!
Tantas músicas!
Tantas cartas!
Tantos abraços!
Tantos beijos!
Tanto amigos!
Tanto amor!
Um fruto!
O fruto!
Não é rápido. Leva tempo.
Não sei quanto, mas eu volto!
Mais firme!
Mais madura!
Mais decidida!
Mais em paz!
Mais amante!
Mais amada!
Em algumas batalhas não lutamos com armas que só podem ferir o corpo.
Mas com atitudes e verdades que ferem a alma e penetram o espírito.
De onde sai a transformação e de onde experimentamos o fruto.
É chegado a hora!

Carol Barbosa,
Escrevo, logo existo!

*Em tempo de maior dor. A que não se pode curar de forma natural.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Felicidade gera Felicidade


Não quero que achem que estou julgando pessoas que não se arriscam, não tentam, não se permitem, enfim.
Não é um julgamento. Ou pelo menos não era a minha intenção inicial.
Até porque de fato é mais fácil não amar, não perdoar, não tentar novamente, não experimentar, não lutar.
Quando não se ama, não sofre.
Quando não perdoamos, nos defendemos.
Quando não tentamos, não nos frustramos.
Quando não experimentamos, não nos decepcionamos.
Quando não lutamos, não perdemos.
Mas quando não amamos por medo de sofrer, não perdoamos ou não lutamos para não perdermos, também não vivemos.
Quando não amamos e não perdoamos nos tornamos pessoas solitárias.
Quando não experimentamos e não tentamos não temos experiências, que produzem conhecimento; que gera amadurecimento.
Quando não lutamos, para não perdermos, também não nos damos o direito de ganhar.
Quando fazemos isto, nos polpamos de sofrimentos e lágrimas, mas nos impedimos da alegria e do sorriso.
Entendo que muitos preferem viver na sua Zona de conforto, porque evitam conflitos e dores.
Mas e o conflito e dor de saber que poderia ter tentado, arriscado ou lutado?
Quando em muitos casos já é tarde.
Talvez seja mais fácil amar.
Se doar.
Perdoar.
Tentar.
Vamos exigir perfeição de nós mesmos e dos outros até quando?
Ainda não ficou claro que isso não existe?
Vamos fugir de alguns problemas até quando?
Porque enquanto você corre de um, dá de cara com outro.
Ninguém fica livre de um problema se não encará-lo da maneira como deve.
Ninguém deveria trocar de relacionamento pra fugir de problemas, porque na verdade você só vai trocar de problema.
Ninguém te fará bem e será bom o tempo inteiro.
Nem você mesmo.
Algumas pequenas coisas já são o suficiente.
Acredito que as pessoas devem abrir mão de alguns defeitos aqui, outro ali que a prejudicam em seus relacionamentos ao longo da vida.
Mas talvez devêssemos apostar mais em um crescimento mútuo.
Talvez devêssemos nos preocupar mais com a mudança interna, do que com a externa.
Talvez devêssemos, pensar menos em ser felizes; nos dedicarmos a fazer alguém feliz e permitir que alguém nos faça feliz!
Afinal, Gentileza não gera gentileza?
Felicidade também gera felicidade!

Carol Barbosa.
Escrevo, logo existo!









quarta-feira, 1 de junho de 2011

Coração enganoso


Algumas lembranças boas poderiam ser apagadas da nossa mente depois de um tempo (quando a gente já não pudesse mais vivê-las). Porque pra que elas servem depois? Pra lembrarmos de coisas que foram boas, momentos que fomos felizes, mas já passou e a gente nem sequer pode viver novamente? Nem algo que seja parecido.
Ainda mais quando trocamos estes momentos, por um prato de lentilhas, ou um simples capricho, ou por um surto, por engano, ou por uma idealização.
-Peraí! Não me avisaram antes que não daria certo!
-Calma! Nem passou tanto tempo assim... Ainda podemos. Ainda dá tempo!
-Não? Não dá? É! Não dá.
Escolhas são feitas sem a menor razão.
Digo razão no sentido de raciocínio mesmo!
Tomamos tantas atitudes errôneas por conta do nosso coração enganoso.
Mas... Espere! Alguém já havia nos avisado que o nosso coração é enganoso.
Li isso em algum lugar!
Onde foi mesmo?
Ahhh! Talvez tenha sido no indispensável "manual de vida".
Por que será que todas as coisas que eu já li nele ou já ouvi que estavam escritas lá, uma hora ou outra acontecem.
Mas nem sempre temos a oportunidade de utilizá-las mais naquele momento.
Aquele momento.
Aquele. sabe aquele?
Que já passou?
Que eu iniciei tocando nele?
Então...
Se eu posso confessar algo; gostaria de começar dizendo que eu adoraria ter sido mais fiel e obediente a tudo quanto foi escrito lá.
Evitaria muitas coisas.
Não escolheria muita coisas que escolhi.
Não deixaria coisas e nem pessoas irem também.
Mas hoje, preciso entender que não posso permitir que o coração me engane outra vez, já que agora eu entendo e vejo algumas coisas mais nítidas, que antes não via.
E que hoje, depois de tantas escolhas erradas...
Eu possa obedecer e então viver escolhas certas.

Carol Barbosa,
Escrevo, logo existo!