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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Por favor não banalizem O AMOR!


Não! O AMOR não é cego!
A paixão sim é cega! Ou melhor, ela cega!
O amor tem apenas o poder de Deus pra superar muitas coisas!
O amor é o sentimento mais inteligente e rico que alguém pode ter!
O amor enxerga e enxerga claramente!
Ele enxerga aprendizado, as invés de só sofrimento
Ele enxerga bondade, as invés de só maldade
Quem ama se doa, ao invés de só reter
Ele vê pureza, ao invés de só malícia
Ele entende, ao invés de só julgar
Ele enxerga qualidades, ao invés de só defeitos
Ele acredita, ao invés de abandonar!

Como podem dizer que este sentimento é cego, burro, ou errado?


Carol Berto
Escrevo, logo existo!

Algumas pessoas tem exatamente o que elas querem ter.
Escolhem algo e assim é!
"Cada escolha uma renuncia!" Não é isso?
Não se pode ter TUDO!
Inteligente e sensato é ver o que é mais importante.
Não por um instante ou apenas por um tempo, mas a longo prazo.
Isso é sabedoria!
-Na minha humilde opinião!-

Carol Berto
Escrevo, logo existo!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Se eu não sou tão boa, não posso exigir mais que isso de alguém!


Carol Berto
Escrevo, logo existo!

Preciso do lugar onde o Pai está
Lá eu silencio e sou ouvida
Choro e sou consolada
Confesso pecados e recebo a graça
Me arrependo e sou perdoada
Revelo quem sou e sou amada
Exponho fraquezas e sou fortalecida
Me sinto só e sou abraçada
Me humilho e sou exaltada!

Carol Berto,
Escrevo, logo existo!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Como borboletas que voltam ao jardim


Tão difícil me acostumar com o som do silêncio!
Logo eu, que falo tanto!
Difícil não me sentir mais parte, não fazer parte.
Ruim não me sentir mais importante, não saber das coisas, não participar.
Difícil ver que a vida segue, mas sentir que algumas coisas em mim permanecem intactas.
As vezes acho que não tenho mais forças para tudo isso, mas graças a Deus no dia seguinte as sinto renovadas.
Só que ao passar dos dias elas sempre voltam...
Como borboletas ao seu jardim.
Penso que talvez nunca mais as deixe ir.
Quem sabe!?
Quero não me importar mais...
Preciso seguir...
Preciso levantar...
Preciso superar...
Preciso deixar pra trás...
Preciso mudar...
Preciso transformar...
Preciso preencher...
Preciso dar tchau...
Preciso deixar ir...
Preciso resistir...
Preciso querer!

Carol Berto,
Escrevo, logo existo!



terça-feira, 28 de junho de 2011

Cura

Estarei longe, tão longe que não se possa enxergar a olhos nu.
Não sei bem onde, mas sei que estarei longe.
Será preciso reaprender algumas coisas.
Uma criança de seis anos de idade não consegue mais engatinhar.
É necessário reaprender.
E isso demanda tempo e esforço.
Não sei por quanto tempo estarei fora, mas sei que não será pra sempre.
Nem a vida é pra sempre.
Imagine uma ausência!
Tantas percas!
Tanta gente!
Tantas dores!
Tantas conversa!
Tantas promessas!
Tantas ideias!
Tantos planos!
Tantos sentimentos!
Tantas brigas!
Tantos desejos!
Tanta intimidade!
Tanta raiva!
Tanto medo!
Tanta recusa!
Tanta decepção!
Tanta frustração!
Tanta desilusão!
Tanto egoísmo!
Tanto desprezo!
Tanta humilhação!
Tantas verdades!
Tanto histórias!
Tantas risadas!
Tantos filmes!
Tantas pizzas!
Tantas fotos!
Tantos carinhos!
Tantas carícias!
Tantas músicas!
Tantas cartas!
Tantos abraços!
Tantos beijos!
Tanto amigos!
Tanto amor!
Um fruto!
O fruto!
Não é rápido. Leva tempo.
Não sei quanto, mas eu volto!
Mais firme!
Mais madura!
Mais decidida!
Mais em paz!
Mais amante!
Mais amada!
Em algumas batalhas não lutamos com armas que só podem ferir o corpo.
Mas com atitudes e verdades que ferem a alma e penetram o espírito.
De onde sai a transformação e de onde experimentamos o fruto.
É chegado a hora!

Carol Barbosa,
Escrevo, logo existo!

*Em tempo de maior dor. A que não se pode curar de forma natural.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Felicidade gera Felicidade


Não quero que achem que estou julgando pessoas que não se arriscam, não tentam, não se permitem, enfim.
Não é um julgamento. Ou pelo menos não era a minha intenção inicial.
Até porque de fato é mais fácil não amar, não perdoar, não tentar novamente, não experimentar, não lutar.
Quando não se ama, não sofre.
Quando não perdoamos, nos defendemos.
Quando não tentamos, não nos frustramos.
Quando não experimentamos, não nos decepcionamos.
Quando não lutamos, não perdemos.
Mas quando não amamos por medo de sofrer, não perdoamos ou não lutamos para não perdermos, também não vivemos.
Quando não amamos e não perdoamos nos tornamos pessoas solitárias.
Quando não experimentamos e não tentamos não temos experiências, que produzem conhecimento; que gera amadurecimento.
Quando não lutamos, para não perdermos, também não nos damos o direito de ganhar.
Quando fazemos isto, nos polpamos de sofrimentos e lágrimas, mas nos impedimos da alegria e do sorriso.
Entendo que muitos preferem viver na sua Zona de conforto, porque evitam conflitos e dores.
Mas e o conflito e dor de saber que poderia ter tentado, arriscado ou lutado?
Quando em muitos casos já é tarde.
Talvez seja mais fácil amar.
Se doar.
Perdoar.
Tentar.
Vamos exigir perfeição de nós mesmos e dos outros até quando?
Ainda não ficou claro que isso não existe?
Vamos fugir de alguns problemas até quando?
Porque enquanto você corre de um, dá de cara com outro.
Ninguém fica livre de um problema se não encará-lo da maneira como deve.
Ninguém deveria trocar de relacionamento pra fugir de problemas, porque na verdade você só vai trocar de problema.
Ninguém te fará bem e será bom o tempo inteiro.
Nem você mesmo.
Algumas pequenas coisas já são o suficiente.
Acredito que as pessoas devem abrir mão de alguns defeitos aqui, outro ali que a prejudicam em seus relacionamentos ao longo da vida.
Mas talvez devêssemos apostar mais em um crescimento mútuo.
Talvez devêssemos nos preocupar mais com a mudança interna, do que com a externa.
Talvez devêssemos, pensar menos em ser felizes; nos dedicarmos a fazer alguém feliz e permitir que alguém nos faça feliz!
Afinal, Gentileza não gera gentileza?
Felicidade também gera felicidade!

Carol Barbosa.
Escrevo, logo existo!









quarta-feira, 1 de junho de 2011

Coração enganoso


Algumas lembranças boas poderiam ser apagadas da nossa mente depois de um tempo (quando a gente já não pudesse mais vivê-las). Porque pra que elas servem depois? Pra lembrarmos de coisas que foram boas, momentos que fomos felizes, mas já passou e a gente nem sequer pode viver novamente? Nem algo que seja parecido.
Ainda mais quando trocamos estes momentos, por um prato de lentilhas, ou um simples capricho, ou por um surto, por engano, ou por uma idealização.
-Peraí! Não me avisaram antes que não daria certo!
-Calma! Nem passou tanto tempo assim... Ainda podemos. Ainda dá tempo!
-Não? Não dá? É! Não dá.
Escolhas são feitas sem a menor razão.
Digo razão no sentido de raciocínio mesmo!
Tomamos tantas atitudes errôneas por conta do nosso coração enganoso.
Mas... Espere! Alguém já havia nos avisado que o nosso coração é enganoso.
Li isso em algum lugar!
Onde foi mesmo?
Ahhh! Talvez tenha sido no indispensável "manual de vida".
Por que será que todas as coisas que eu já li nele ou já ouvi que estavam escritas lá, uma hora ou outra acontecem.
Mas nem sempre temos a oportunidade de utilizá-las mais naquele momento.
Aquele momento.
Aquele. sabe aquele?
Que já passou?
Que eu iniciei tocando nele?
Então...
Se eu posso confessar algo; gostaria de começar dizendo que eu adoraria ter sido mais fiel e obediente a tudo quanto foi escrito lá.
Evitaria muitas coisas.
Não escolheria muita coisas que escolhi.
Não deixaria coisas e nem pessoas irem também.
Mas hoje, preciso entender que não posso permitir que o coração me engane outra vez, já que agora eu entendo e vejo algumas coisas mais nítidas, que antes não via.
E que hoje, depois de tantas escolhas erradas...
Eu possa obedecer e então viver escolhas certas.

Carol Barbosa,
Escrevo, logo existo!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Medo


Parei pra pensar e percebi que tenho medo de te perder
Mas de te perder dentro de mim
Essa sim seria a maior perca.
Tenho medo de te deixar ir
Medo de não me importar mais se...
Você está se alimentando bem, dormindo cedo, se está cansado ou
se bebeu muito refrigerante hoje.
Tenho medo de não esperar mais pela hora de te ver ou
quem sabe só falar com você.
Tenho medo de não vê-lo mais como meu príncipe.
Tenho medo da sua voz não ser mais música pra mim
Medo de não me importar com suas críticas em relação a mim.
Tenho medo de você parecer igual a qualquer outro
Medo do meu coração bater normalmente na sua presença
Tenho medo de não sentir mais ciúmes de você.
Medo de não fazer diferença, te ver ou não.
Tenho medo da sua vida não representar mais nada pra mim, além do que já foi.
Tenho medo de não lembrar com saudades
Medo de não querer mais
Tenho medo de você passar
Tenho medo de te trocar
Tenho medo de não te amar...
Porque só aí eu entenderei que de fato, acabou!

Carol Berto,
Escrevo, logo existo!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Caiu, levanta!

Quando eu era pequena e caia, minha mãe dizia assim:
"Caiu, levanta!" Ou "caiu, levanta pra cair de novo!"
Ao longo da vida a gente vai se dando conta de que algumas frases da infância, como essa por exemplo podem ser utilizadas em outras ocasiões.
E no meu caso é exatamente isso.
Eu cai, levantei, cai de novo, levantei tantas vezes.
Mas certamente é só o começo.
Não tem problema!
A gente só aprende que não pode subir em algum lugar, se a gente cair de lá.
E ainda assim, voltamos a subir e a cair novamente.
No meu caso não. Sempre fui medrosa. Sempre.
Mas não quando se trata de sentimentos.
Nunca tive medo de arriscar.
Já quebrei a cara ou cai algumas vezes e levantei, como disse.
Mas nunca fui paralisada pelo medo, pela incerteza.
Hoje cai de novo.
No mesmo erro? Há quem diga que sim!
Eu já não encaro desta forma.
Se algo é importante pra mim, julgo necessário lutar por ele.
E se de repente eu já caí de lá, posso tentar subir novamente pra ver se desta vez eu não caio.
Caso queira muito.
Mas infelizmente muitos não pensam assim.
Ou felizmente. Eles evitam a queda, que não há como negar.
É dolorosa.
Não posso garantir que nunca mais subirei de onde caí.
Ainda é valioso pra mim!
Mas posso garantir que ou eu subirei e não cairei mais.
Ou eu aprenderei que é alto demais.

Carol Berto.
Escrevo, logo existo!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Tempo de paz!


Percebo que certezas são necessárias.
Nunca precisei tanto disso. Talvez tenha sido sempre o meu erro.
Ou não. Quem sabe se eu exigisse sempre certezas, não seria eu.
Não seria como fui.
Não seria como sou.
Gosto de ser quem sou.
Sei que preciso mudar, crescer, mas gosto de mim.
Há 11 dias sinto saudades de mim.
Nunca pensei antes de agir, nunca fui tão racional, tão sensata.
Meu jeito intenso, emocional sempre fizeram muitas diferenças na minha vida!
Sei que é necessário dosar.
"Não ser nem tanto nem tão pouco."
"Mas tenho me assustado diante do espelho".
Tenho medo de ter envelhecido 20 anos em 2 semanas.
Tenho medo de não me doar.
Tenho medo de não falar mais com os olhos.
Tenho medo de perder as minhas expressões faciais quando algo me deixa triste ou feliz!
Tenho medo de viver me defendendo!
Quero poder viver livre, em paz e feliz!
Nunca procurei tanto a paz quanto agora.
Nunca quis tanto receber mais do que dar.
Não por egoísmo, mas por entender que é necessário.
Há tempo para tudo!
E eu quero viver isso. Preciso viver isso!
Não quero guerras, lágrimas, incertezas, desamor!
Não agora, não mais!
Sei que posso, sei que devo me permitir!
Estou aberta para paz (para o amor que traz paz), estou aqui!
Não pode haver condenação para isso!
Não há!
Então eu viverei!

Carol Berto,
Escrevo logo existo!


sexta-feira, 20 de maio de 2011

O que realmente queremos!


Triste como a gente acredita amar alguém durante tanto tempo e diante de algumas coisas entendemos que o que realmente amávamos era a nossa idéia de como aquela pessoa era, a ilusão de como queríamos que ela fosse e a vontade que temos de que ela nos ame também!

Sei que parece desanimador, mas (em muitos casos) é a realidade nua e crua. E infelizmente na maioria das vezes também só nos damos conta disso, quando já é tarde!

Quando já estamos decepcionados, frustrados, magoados, arrependidos. Experimentando todo e qualquer tipo de sentimento que se pudéssemos escolher, certamente não sentiríamos. Certamente não escolheríamos!

A verdade é que amamos ser amado e não necessariamente alguém que nos ame. Amamos nos sentir especial, querido, protegido, cuidado (no caso principalmente de nós, mulheres). Amamos elogios, presentes, lembranças, bilhetes (no espelho ou no papel), passeio de mãos dadas, maçãs do rosto rosadas, risadas e acredite! Até lágrimas. Apaixonadas, claro!

Infelizmente (outra vez), na maioria das vezes, não sabemos entender que na verdade é isso que gostamos, que curtimos, que nos faz bem, saudável emocionalmente e felizes! Mas insistimos em idealizar alguém que faça todas essas coisas, ou a metade delas e no meio da história e/ou relação começamos a aceitar que a pessoa faça menos que a metade destas coisas, duas coisas apenas, uma... Nada! (Porque estamos anestesiadas com a idéia de ser ele e não estas coisas que nos fazem bem).

E então mais uma vez nos negamos, nos privamos, nos enganamos, adoecemos até que um dia possamos compreender o que realmente queremos! O que realmente nos faz bem! (Ou não. Existem pessoas que levam uma vida toda não entendendo ou preferindo negar tudo isso também). E quando compreendemos, é porque já estamos feridos demais ou já estamos arrependidos demais!

Uma pena! Eu, honestamente, lamento demais tudo isso! As coisas e pessoas poderiam ser bem mais simples e um pouco mais inteligentes!

Lamento mais ainda por fazer parte deste grupo!

Carol Berto,
Escrevo, logo existo!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Desculpe!


Não é que eu queira voltar no tempo, não!
Não é que eu queira revirar um passado, não!
Não é que eu queira me aventurar em tornar lembranças de um passado belo em qualquer outra coisa que possa acontecer, não!
Não é que eu queira trazer a tona arrependimentos de escolhas, não!
Não há mais tempo para isso!
Não é que eu queira tornar aquele passado bem distante, já quase esquecido (mas não em mim, nem em você) em presente.
As escolhas já foram feitas a muito tempo.
Quando ainda era possível fazê-las.
Agora é tarde!
Desculpe! Eu não conseguia enxergar o futuro!
Desculpe! Você tentou me impedir, mas... Estava vislumbrada!
Desculpe ter arriscado e colocado a perder tudo o que havíamos construído (em nós).
Desculpe não ter enxergado o quanto nos fazíamos bem!
Desculpe por ter ido!
Desculpe pelo sofrimento que lhe causei!
Desculpe por me ver sofrer a conseqüência desta escolha!
Desculpe por ter tornado nossos mundos tão distantes a ponto de não podermos mais!

Apenas algo não morreu e não morrerá, não foi destruído e nem será...
As nossas lembranças serão eternizadas em mim! Quanto a isso não há condenação!
Eu guardo o melhor de você! Eu guardo você mim!

Carol Berto,
Escrevo, logo existo!



quinta-feira, 28 de abril de 2011



Estou triste!
Em paz, mas triste!
Sei que não é a melhor decisão. Na verdade, acredito ser um engano maquiado de descanso ou melhor decisão.
Como preferirmos chamar.
Sei quem criou e sei quem quer destruir.
Não sei como e nem mais o que fazer, mas sei que poderia fazer mais.
Infelizmente a porta está fechada. A muito tempo. Na verdade sempre esteve.
Não cabe a mim empurrá-la até abrir.
Na verdade até já fiz isso outras vezes, mas nunca funcionou.
E tantas vezes eu cai e levantei diante dela, ali, fechada.
Só eu sei o quanto doeu todas as vezes que tentei levantar.
E ela permanece ali, diante dos meus olhos...
Imagino um lindo lugar atrás dela.
Sonho acordada com este lugar todos os dias.
Não há um único dia que eu não pense em como seria bom se eu tivesse entrado.
Se ao menos eu tivesse uma chance de entrar!Não por força.
Desejo ser convidada.
Hoje, ela permace trancada, empenada.
Não há dúvidas.
Quem sabe um dia!?

Carol Berto,
Escrevo, logo existo!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

"O exercício diário mais difícil a um ser humano é aprender a lidar com as diferenças e defeitos dos outros."

Carol Berto,
filha do Verbo.

quarta-feira, 24 de março de 2010



Porque ao invés de perdermos tempo apontando quem vai ou não para o céu,

não ensinamos o caminho da Graça de Deus em Cristo em amor, paz e com a alegria que o Espirito Santo nos dá?!





Carol Berto,


filha do Verbo.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Pra pensar

Engraçado o medo que nós, seres humanos temos da solidão...
Continuamos construindo paredes.




Carol Berto.

Escrevo, logo existo!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Procurando um abrigo no meu grande e interminável deserto...

Já ouvi dizer tantas coisas sobre o silêncio...

"O silêncio é o melhor remédio."

"Sua maior arma será o silêncio."

"Não discuta, ignore."

Eu busquei esse silêncio e eu o encontrei. Encontrei e não escuto se quer um sussurro, uma respiração.

O silêncio me tornou quase oca. Só não mais porque quem já ouviu a voz jamais a esquece.

O silêncio me trouxe ao deserto...

Onde as folhas murcham e caem, onde os frutos apodrecem, onde os dias são tão quentes que a água acaba e as noites tão frias que as cobertas não aquecem.

O silêncio me trouxe a um vazio, onde chorar é raro e o socorro não é ouvido, porque o grito é abafado.

O silêncio me trouxe ao eu, me trouxe ao centro, onde tenho a 'perfeita ilusão de que sozinho eu posso', mas eu nunca chego a lugar nenhum.

Eu quero descansar, encontrar abrigo, socorro, refúgio, água, pão.

Quero ter sede e ter o que beber.

Ter fome e ter o que comer.

Sentir frio e saber como me aquecer.

Gritar e ser ouvida.

Em abrigos podemos encontrar isso, ainda que seja no deserto...

Quero achar um onde eu possa ficar.

Talvez lá eu O encontre de novo.




Carol Berto

filha do Verbo!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Saudades

No Aurélio, lembranças afetuosas a pessoas ausentes.
Palavra brasileira que nos causa diversos sentimentos.
SAUDADE é algo que dói, faz chorar
nos deixa tristes, nos faz sofrer
aperta o peito, causa nostalgia
causa arrependimento, tem poder de esmagar.
Nos remete a um tempo, um lugar, uma situação, uma pessoa.
As vezes nos impede de viver,
outras, nos faz andar para trás.
SAUDADE é definitivamente um sentimento e uma palavra triste.
SAUDADE não é bom nem quando se pode matar,
porque quando se sente ela queima.
SAUDADE não é bom nem de tempos bons;
pois quem é que não gostaria de voltar a um tempo bom? Mas que não volta mais.
E o que fica, o que resta é a falta, a SAUDADE.
Seria bom se a SAUDADE pudesse sempre ser matada,
Sobretudo ela mata.






*A pessoas e momentos que vivi em um tempo bom, mas que não volta mais. E que ficará pra sempre dentro de mim.


Aos quais eu sempre lembrarei com muita saudade. A Reviver.








Carol Berto




Escrevo, logo existo!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Amamos?

Por falar e pensar em amor, percebi algumas coisas...

Decidir estar ao lado de alguém pra toda vida, dizer que ama alguém e devido a este amor, escolher esta pessoa para te acompanhar, estar com você e você com ela "até que a morte os separe" é algo muito mais sério “do que julga nossa vã filosofia”.


Mais sério do que apenas sentir o coração bater forte por ela ou ele, do que sentir arrepio na cervical, frio na barriga, do que sentir a mão gelar, a maçã do rosto esquentar e mesmo sem olhar no espelho ter a certeza de que estão vermelhas. Vai muito além de dois corpos desejosos de se amarem na cama, de cartas de amor, de sentir vontade de sorrir mesmo quando está sozinho(a), só por lembrar da pessoa 'amada', de ouvir músicas que falam de amor, assistir uma novela, ou ver filme de romance e não pensar em outra coisa a não ser nele ou nela. É muito mais intenso do que sentir seu perfume mesmo não estando perto, de conseguir imaginar cada beijo, cada olhar, cada abraço, mesmo tão longe. É mais intenso que a saudade que se sente...


"O amor é paciente", mas nós não somos. Na maioria das vezes não suportamos esperar... Exigimos determinadas coisas, como se a pessoa 'amada', só pelo fato de ser 'amada por nós', fosse propriedade única e exclusiva nossa. E sabe lá o que falamos e a forma como agimos, quando algo sai diferente do que planejamos."O amor é benigno", mas e nós? Será que somos, diante de atitudes que tomamos por ela ou ele? O que somos capazes de fazer pela pessoa 'amada'? Como somos capazes de agir com ou por ela? "O amor não busca seus próprios interesses", mas nós sempre buscamos. Queremos sempre ter e estar com a pessoa amada a qualquer custo.
Quantas outras coisas somos capazes de dizer e fazer, apenas porque 'amamos' alguém? Nos perdemos em nossa essência, nos nossos sentimentos. Fingimos que amamos, brincamos que amamos ou apenas achamos que amamos. Mas não conseguimos perceber o quanto somos egoístas e que estamos olhando na maioria das vezes mais pra dentro de nós mesmos e buscando apenas nossos interesses do que qualquer outra coisa. Nosso amor se perde a cada incompreensão, a cada palavra mal proferida, a cada situação chata que nós mesmos criamos com a pessoa 'amada'.
Há quem diga que o amor é assim mesmo. Que amor e ódio andam lado a lado. Mas a "minha verdade" é outra. A verdade que eu conheço e acredito é que amor é o oposto do ódio e que eles não andam e nunca andarão lado a lado. Com isso, a pessoa 'amada' deve ser verdadeiramente amada, respeitada, zelada, compreendida, perdoada... E se por acaso são coisas que você não faz, não pratica, parou para pensar que você pode não amar?
Até porque a pessoa 'amada' nunca será perfeita, até que você realmente a ame.

Carol Berto

Escrevo, logo existo!