quinta-feira, 8 de setembro de 2011


A alegria humana não se compara a paz que excede a todo entendimento!


Carol Berto
Escrevo, logo existo!

Por causa da Cruz


É por causa da Cruz que eu continuo aqui!
É por causa da Cruz que eu não paro!
É por causa da cruz que eu creio!
Sem a cruz tudo é muito mais difícil...
Por causa dela eu vejo que ainda dá.
Porque não foi em vão tudo que Ele levou sobre Si.
Por causa da Cruz eu prossigo para o alvo e quando me sinto cansada e só, olho pra ela e sou renovada e constrangida a me manter de pé.
Por causa da Cruz eu sou livre, vivo e danço sobre toda a dor!

Carol Berto
Escrevo, logo existo!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011


E ainda lhe restam dúvidas?
Pode me dizer quais?
É que eu estou cheia de certezas!

Carol Berto
Escrevo, logo existo!

Eu só sei amar, amando!

Carol Berto
Escrevo, logo existo!

Por favor não banalizem O AMOR!


Não! O AMOR não é cego!
A paixão sim é cega! Ou melhor, ela cega!
O amor tem apenas o poder de Deus pra superar muitas coisas!
O amor é o sentimento mais inteligente e rico que alguém pode ter!
O amor enxerga e enxerga claramente!
Ele enxerga aprendizado, as invés de só sofrimento
Ele enxerga bondade, as invés de só maldade
Quem ama se doa, ao invés de só reter
Ele vê pureza, ao invés de só malícia
Ele entende, ao invés de só julgar
Ele enxerga qualidades, ao invés de só defeitos
Ele acredita, ao invés de abandonar!

Como podem dizer que este sentimento é cego, burro, ou errado?


Carol Berto
Escrevo, logo existo!

Algumas pessoas tem exatamente o que elas querem ter.
Escolhem algo e assim é!
"Cada escolha uma renuncia!" Não é isso?
Não se pode ter TUDO!
Inteligente e sensato é ver o que é mais importante.
Não por um instante ou apenas por um tempo, mas a longo prazo.
Isso é sabedoria!
-Na minha humilde opinião!-

Carol Berto
Escrevo, logo existo!

‎"Flores, as flores
Vão voltar na primavera!"

Carol Berto
Escrevo, logo existo!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

"A alegria do Senhor é a nossa força!"

(Neemia 8:10)

As vezes, nós, cristãos, nos pegamos tão sem forças...

Sem forças para orar.

Sem forças para esperar.

Sem forças para crer.

Sem forças para admitirmos e convertermos as mentiras em verdades.

Sem forças para guardar as verdades.

Sem forças para perseverar.

Sem forças para prosseguir.

Sem forças para se arrepender.

Sem forças para pedir perdão.

Sem forças para adorar.

Sem forças para amar.

Sem forças para resistir.

Sem forças para pedir ajuda.

Sem forças até para admitir isso para Deus e para uma outra pessoa.

Já me senti assim tantas vezes e por muitas vezes, sozinha achei que não fosse conseguir voltar atrás e lembrar onde começou para conseguir recomeçar.

Realmente sozinhos não conseguimos. Não mesmo.

Até para isso precisamos do Espírito Santo.

A bíblia nos diz que nós nem sabemos orar como convém.

Imagine mais o que não conseguimos sem ajuda dEle.

Mais até do que pensamos!

Já tive a impressão muitas vezes até de que a minha oração não passava do teto.

E caso eu estivesse orando em algum lugar aberto, ainda assim parecia que ela não passava do teto. Mesmo sem um de fato.

Acredito que esta sensação acontece porque nos sentimos tão afastado, tão distantes, tão fracos, tão sem forças a ponto de nós mesmos criarmos um teto, uma barreira que impeça a nossa oração de subir até onde ela deveria chegar.

Mas ao escrever estas linhas penso da seguinte maneira:

Será que estamos sendo sinceros?

Será que estamos expondo as nossas lepras sem capas, sem máscaras, sem metiras diante do único que pode nos curar?

Ou escondemos algo a ponto de entristce-lo?

Só pelo fato dEle conhecer o nosso coração.

A bíblia nos garante a dor que o Espírito Santo sente por nós, pelas nossas vidas.

Nos fala do seu gemido inexprimível.

Imagina quando não somos verdadeiros, quando não nos rasgamos, quando fantasiamos ou maquiamos as coisas diante do Senhor.

Isso se conseguimos chegar diante dEle desta forma!

Ele nos formou. Conhece as nossas verdades, mentiras, dores, anseios, medos...

Não há nada que fique oculto aos Seus olhos.

Outro dia conversando com uma amiga a respeito desta 'fraqueza' espiritual, o Espírito trouxe uma palavra a minha lembrança.

"A alegria do Senhor é a nossa força!"

Pronto!

A palavra de Deus é revelada a nós todos dias de forma tão simples!

Basta abrirmos o nosso coração e mente para receber suas verdades e elas 'milagrosamente' surgem.

Mas é interessante e necessário pensarmos que estas coisas já foram escritas a muito tempo.

Então foram reveladas a muito tempo também.

Somos nós que tampamos nossos olhos para ver ou preferimos acreditar em mentiras ou enganos do nosso próprio coração.

Baseado nisso cheguei a conclusão (já óbvia) de que se estou fraca (não a fraqueza emocional - que até nos aproxima de Deus) espiritualmente é porque não tenho chegado até Deus da forma como deveria.

Se estou fraca é porque não tenho exposto as minhas verdades, lepras, medos, inseguranças, ansiedades, tristezas, até felicidades diante dEle pra que Ele me cure e me traga a paz.

Se estou fraca é porque não tenho louvado, engrandecido, honrado e/ou adorado ao único que é digno de receber.

Se estou fraca é porque mesmo conhecendo a vontade de Deus e sabendo exatamente o que devo fazer, faço ao contrário, desobedecendo a sua voz e/ou a sua palavra.

Se estou fraca é porque tenho idolatrado coisas ou pessoas. Porque quando coloco alguém ou algo como prioridade na minha vida, estou colocando isto ou este no lugar que é de Deus.

E isso acontece com atitudes e pensamentos.

Se estou fraca é porque não tenho alegrado o Coração de Deus.


Carol Berto,

Escrevo, logo existo!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Se eu não sou tão boa, não posso exigir mais que isso de alguém!


Carol Berto
Escrevo, logo existo!
Eu não posso parar de adorar.
O Teu infinito amor me constrange e me leva a adorá-lo!

Carol Berto
Escrevo, logo existo!

Depender de Deus


Eu não dependo de pessoas
Eu não dependo de respostas
Eu não dependo de dinheiro
Eu não dependo de prazeres
Eu dependo é do Senhor!

Carol Berto,
Escrevo, logo existo!

Salmos


Louvai ao SENHOR, porque Ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.
AquEle que guiou o seu povo pelo deserto; porque a sua benignidade dura para sempre;
(Salmos 136: 1 e 16)

Eu o louvarei eternamente porque Ele é fiel, não muda e a Sua bondade é eterna!

Feliz dia do amigo 2011!


A palavra de Deus nos diz que na alegria se faz o amigo, mas na angustia nasce o irmão.
E existe uma música que diz:
"Amigos se faz em tempo de paz
Mas na angústia é que se prova o seu valor
Amigos se é na gloria e na dor
Quem é amigo suporta e crê
Quem é amigo é fiel até o fim!"
E o meu sincero desejo é que todos nós, façamos nossos amigos de verdade e que reconheçamos nossos irmãos.
Aqueles com quem podemos contar nas horas ruins também.
Aqueles que nos estendem as mãos quando mais precisamos.
Aqueles a quem podemos recorrer as 04h da madrugada se for preciso. Mas como bom senso né gente?
Aqueles que sabemos que torcem por nós, como se fosse por eles mesmos.
Aqueles que nos amam e que fazem parte da nossa vida como se fossem da nossa própria família.
Porque mais uma vez citarei a bíblia e ela diz que "Existem amigos mais chegados que irmãos!"
E que entendamos, reconheçamos e honremos estas pessoas tão especiais!
Viver rodeadas de amigos é muito bom!
Fazê-los também.
Mas vamos nos preocupar com a qualidade destas amizades, porque nas tristezas e guerras, certamente alguns deles estarão lá para chorarem as nossas dores e lutar conosco as nossas batalhas.
E quando você notar que alguns de seus amigos já estão fazendo isso, pode ter certeza que não são mais apenas amigos, mais irmãos pra vida toda.
Mais chegados muitas vezes do que aqueles com mesmo DNA.
E devemos honrá-los.

Carol Berto
Escrevo, logo existo!

Preciso do lugar onde o Pai está
Lá eu silencio e sou ouvida
Choro e sou consolada
Confesso pecados e recebo a graça
Me arrependo e sou perdoada
Revelo quem sou e sou amada
Exponho fraquezas e sou fortalecida
Me sinto só e sou abraçada
Me humilho e sou exaltada!

Carol Berto,
Escrevo, logo existo!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Como borboletas que voltam ao jardim


Tão difícil me acostumar com o som do silêncio!
Logo eu, que falo tanto!
Difícil não me sentir mais parte, não fazer parte.
Ruim não me sentir mais importante, não saber das coisas, não participar.
Difícil ver que a vida segue, mas sentir que algumas coisas em mim permanecem intactas.
As vezes acho que não tenho mais forças para tudo isso, mas graças a Deus no dia seguinte as sinto renovadas.
Só que ao passar dos dias elas sempre voltam...
Como borboletas ao seu jardim.
Penso que talvez nunca mais as deixe ir.
Quem sabe!?
Quero não me importar mais...
Preciso seguir...
Preciso levantar...
Preciso superar...
Preciso deixar pra trás...
Preciso mudar...
Preciso transformar...
Preciso preencher...
Preciso dar tchau...
Preciso deixar ir...
Preciso resistir...
Preciso querer!

Carol Berto,
Escrevo, logo existo!



terça-feira, 12 de julho de 2011

Não desistir não é o mesmo que perseverar

Porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa.
(Hebreus 10:36)


Na semana retrasada, por conta de uma dor emocional; gerada por uma situação na minha vida, fui ministrada por Deus sobre perseverar.

Questionei.

Porque sempre acreditei ser perseverante nesta situação e entendi que não.

Foi duro!

Porque tenho buscado a Deus por isso a mais de um ano e então precisou acontecer algo 'ainda pior' pra que eu pudesse entender que todo este tempo eu apenas não desisti, mas não perseverei.


De certa forma não entendia as verdades "por trás" destas duas palavras.

Tão parecidas, porém 'enganadoras.'

E entendi que seria bom compartilhar.

Entendi que não desistir não significa necessariamente perseverar.

Mas perseverar sim, significa não desistir também.

Acrescento até. Perseverar é também não abrir mão!


Não desistir, é vago!

Ex. Eu não desisto. Mas também não insisto, não corro atrás, não luto, não persevero e espero acontecer e quando acontecer.

Perseverar vai além.

Perseverar, hoje, pra mim, é lutar até que aquilo aconteça.


Em uma guerra, por exemplo, devemos perseverar nas batalhas, até ganhar toda a guerra.

Não desistir, é não arriscar tanto, não lutar tanto, mas esperar ganhar a guerra, sem necessariamente lutar todas as batalhas.

Perseverar é ser fiel!

Perseverar é acreditar, é seguir em frente, é não parar, não desanimar, não baixar a guarda, não olhar pra trás, não recuar.

E não apenas esperar.


Penso que seu eu pudesse dar uma palavra apenas para cada uma; seria:

Não desistir - passivo.

Perseverar - ativo.


Hoje, apenas não desistir pra mim, é saber esperar, mas só esperar.

E dependendo da situação... Esperar só, é muito pouco.

Em alguns casos, é o necessário; sim!

Mas quando se trata de uma guerra, de uma luta, de uma batalha, de uma conquista...

Não se pode apenas esperar.


É preciso agir.

É preciso orAÇÃO.

É preciso profetizar.

É preciso declarar.

É preciso resistir.


Que possamos entender que em muitos casos não desistir apenas, não é o suficiente.

Mas é preciso PERSEVERAR!


Carol Berto

Escrevo, logo existo!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Minha esperança está em Ti


- Para ler ouvindo: Confiarei (Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul) -


"Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós."
(1Pedro 5:7)

Hoje, de manhã, ao conversar com uma amiga ao telefone, ouvindo sua história e suas ansiedades, lembrei desta palavra e disse a ela.
Algumas horas depois, no restaurante, no horário do meu almoço, enquanto colocava minha comida, lembrei, aceitei e entendi que esta mesma palavra servia para mim também.
No momento que tenho vivido e mais especificamente para hoje, por conta de algumas coisas que esperava, queria e gerei expectativas.

Entendo que não preciso de pessoas, de ações, de gestos, de atitudes, de palavras, de sentimentos, de emoções.
E nem dependo disso para prosseguir, perseverar e acreditar em determinadas coisas.
Eu preciso e dependo apenas de Deus.
Preciso da Tua verdade na minha vida.
Preciso da Tua palavra.
Preciso da Tua paz.

E estas coisas não vem a mim por atitudes, palavras ou gestos meus e/ou de qualquer outra pessoa.
Isso não vem com respostas positivas de alguém e/ou sobre algo.
Isso vem do Senhor!
Da confiança que eu deposito nEle todos os dias ou não.
E para isso... Até pra confiar nEle e depositar toda minha confiança e lançar a minha ansiedade sobre Ele, também preciso dEle.
Preciso pedir pra que Ele me dê.
Preciso que Ele me encoraje para fazer.

Eu pedi.
Eu quero.
É desta forma que quero me posicionar todos os dias.
É assim que quero ser.
Porque creio de todo o meu coração e com todo o meu entendimento que porque dEle, por Ele e pra Ele são todas as coisas e assim também será a minha vida e todo os meus planos, sonhos, desejos e projetos.

E quando fazemos isto; quando lançamos tudo que queremos, o que desejamos e o que achamos que precisamos diante dEle, nos entregamos a Ele.
Estamos, não menos, que nos lançando diante dEle.

E eu não duvido, que aqueles que crerem, terão prazer em saber que o Senhor tem cuidado de nós!
De forma especial!

Carol Berto.
Escrevo, logo existo!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Cura

Estarei longe, tão longe que não se possa enxergar a olhos nu.
Não sei bem onde, mas sei que estarei longe.
Será preciso reaprender algumas coisas.
Uma criança de seis anos de idade não consegue mais engatinhar.
É necessário reaprender.
E isso demanda tempo e esforço.
Não sei por quanto tempo estarei fora, mas sei que não será pra sempre.
Nem a vida é pra sempre.
Imagine uma ausência!
Tantas percas!
Tanta gente!
Tantas dores!
Tantas conversa!
Tantas promessas!
Tantas ideias!
Tantos planos!
Tantos sentimentos!
Tantas brigas!
Tantos desejos!
Tanta intimidade!
Tanta raiva!
Tanto medo!
Tanta recusa!
Tanta decepção!
Tanta frustração!
Tanta desilusão!
Tanto egoísmo!
Tanto desprezo!
Tanta humilhação!
Tantas verdades!
Tanto histórias!
Tantas risadas!
Tantos filmes!
Tantas pizzas!
Tantas fotos!
Tantos carinhos!
Tantas carícias!
Tantas músicas!
Tantas cartas!
Tantos abraços!
Tantos beijos!
Tanto amigos!
Tanto amor!
Um fruto!
O fruto!
Não é rápido. Leva tempo.
Não sei quanto, mas eu volto!
Mais firme!
Mais madura!
Mais decidida!
Mais em paz!
Mais amante!
Mais amada!
Em algumas batalhas não lutamos com armas que só podem ferir o corpo.
Mas com atitudes e verdades que ferem a alma e penetram o espírito.
De onde sai a transformação e de onde experimentamos o fruto.
É chegado a hora!

Carol Barbosa,
Escrevo, logo existo!

*Em tempo de maior dor. A que não se pode curar de forma natural.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Felicidade gera Felicidade


Não quero que achem que estou julgando pessoas que não se arriscam, não tentam, não se permitem, enfim.
Não é um julgamento. Ou pelo menos não era a minha intenção inicial.
Até porque de fato é mais fácil não amar, não perdoar, não tentar novamente, não experimentar, não lutar.
Quando não se ama, não sofre.
Quando não perdoamos, nos defendemos.
Quando não tentamos, não nos frustramos.
Quando não experimentamos, não nos decepcionamos.
Quando não lutamos, não perdemos.
Mas quando não amamos por medo de sofrer, não perdoamos ou não lutamos para não perdermos, também não vivemos.
Quando não amamos e não perdoamos nos tornamos pessoas solitárias.
Quando não experimentamos e não tentamos não temos experiências, que produzem conhecimento; que gera amadurecimento.
Quando não lutamos, para não perdermos, também não nos damos o direito de ganhar.
Quando fazemos isto, nos polpamos de sofrimentos e lágrimas, mas nos impedimos da alegria e do sorriso.
Entendo que muitos preferem viver na sua Zona de conforto, porque evitam conflitos e dores.
Mas e o conflito e dor de saber que poderia ter tentado, arriscado ou lutado?
Quando em muitos casos já é tarde.
Talvez seja mais fácil amar.
Se doar.
Perdoar.
Tentar.
Vamos exigir perfeição de nós mesmos e dos outros até quando?
Ainda não ficou claro que isso não existe?
Vamos fugir de alguns problemas até quando?
Porque enquanto você corre de um, dá de cara com outro.
Ninguém fica livre de um problema se não encará-lo da maneira como deve.
Ninguém deveria trocar de relacionamento pra fugir de problemas, porque na verdade você só vai trocar de problema.
Ninguém te fará bem e será bom o tempo inteiro.
Nem você mesmo.
Algumas pequenas coisas já são o suficiente.
Acredito que as pessoas devem abrir mão de alguns defeitos aqui, outro ali que a prejudicam em seus relacionamentos ao longo da vida.
Mas talvez devêssemos apostar mais em um crescimento mútuo.
Talvez devêssemos nos preocupar mais com a mudança interna, do que com a externa.
Talvez devêssemos, pensar menos em ser felizes; nos dedicarmos a fazer alguém feliz e permitir que alguém nos faça feliz!
Afinal, Gentileza não gera gentileza?
Felicidade também gera felicidade!

Carol Barbosa.
Escrevo, logo existo!









quarta-feira, 1 de junho de 2011

Coração enganoso


Algumas lembranças boas poderiam ser apagadas da nossa mente depois de um tempo (quando a gente já não pudesse mais vivê-las). Porque pra que elas servem depois? Pra lembrarmos de coisas que foram boas, momentos que fomos felizes, mas já passou e a gente nem sequer pode viver novamente? Nem algo que seja parecido.
Ainda mais quando trocamos estes momentos, por um prato de lentilhas, ou um simples capricho, ou por um surto, por engano, ou por uma idealização.
-Peraí! Não me avisaram antes que não daria certo!
-Calma! Nem passou tanto tempo assim... Ainda podemos. Ainda dá tempo!
-Não? Não dá? É! Não dá.
Escolhas são feitas sem a menor razão.
Digo razão no sentido de raciocínio mesmo!
Tomamos tantas atitudes errôneas por conta do nosso coração enganoso.
Mas... Espere! Alguém já havia nos avisado que o nosso coração é enganoso.
Li isso em algum lugar!
Onde foi mesmo?
Ahhh! Talvez tenha sido no indispensável "manual de vida".
Por que será que todas as coisas que eu já li nele ou já ouvi que estavam escritas lá, uma hora ou outra acontecem.
Mas nem sempre temos a oportunidade de utilizá-las mais naquele momento.
Aquele momento.
Aquele. sabe aquele?
Que já passou?
Que eu iniciei tocando nele?
Então...
Se eu posso confessar algo; gostaria de começar dizendo que eu adoraria ter sido mais fiel e obediente a tudo quanto foi escrito lá.
Evitaria muitas coisas.
Não escolheria muita coisas que escolhi.
Não deixaria coisas e nem pessoas irem também.
Mas hoje, preciso entender que não posso permitir que o coração me engane outra vez, já que agora eu entendo e vejo algumas coisas mais nítidas, que antes não via.
E que hoje, depois de tantas escolhas erradas...
Eu possa obedecer e então viver escolhas certas.

Carol Barbosa,
Escrevo, logo existo!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Medo


Parei pra pensar e percebi que tenho medo de te perder
Mas de te perder dentro de mim
Essa sim seria a maior perca.
Tenho medo de te deixar ir
Medo de não me importar mais se...
Você está se alimentando bem, dormindo cedo, se está cansado ou
se bebeu muito refrigerante hoje.
Tenho medo de não esperar mais pela hora de te ver ou
quem sabe só falar com você.
Tenho medo de não vê-lo mais como meu príncipe.
Tenho medo da sua voz não ser mais música pra mim
Medo de não me importar com suas críticas em relação a mim.
Tenho medo de você parecer igual a qualquer outro
Medo do meu coração bater normalmente na sua presença
Tenho medo de não sentir mais ciúmes de você.
Medo de não fazer diferença, te ver ou não.
Tenho medo da sua vida não representar mais nada pra mim, além do que já foi.
Tenho medo de não lembrar com saudades
Medo de não querer mais
Tenho medo de você passar
Tenho medo de te trocar
Tenho medo de não te amar...
Porque só aí eu entenderei que de fato, acabou!

Carol Berto,
Escrevo, logo existo!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Minha vida sem Deus

Outro dia me surpreendi me perguntando como seria minha vida se eu não acreditasse em Deus. Em termos positivos, quis saber a respeito da função de Deus em minha vida (já sei, você vai dizer que reduzi deus a uma coisa e estabeleci com ele uma relação mecânica e funcional, mas deixa pra lá, você vai ver que não é isso, só estou usando a melhor palavra que achei). O primeiro impulso foi na direção da questão ética: Deus é minha matriz de certo e errado, bem e mal. Há muita coisa que faço e deixo de fazer na vida por acreditar que Deus é um padrão a ser seguido ou obedecido, não necessariamente por causa de Deus em si, mas a bem de quem o obedece ou segue: algo como seguir as orientações de um manual de instruções – você pode fazer do seu jeito, mas a coisa não vai funcionar, e o resultado não é que o manual vai ficar triste ou bravo com você, mas que a coisa não vai funcionar mesmo. Logo depois desta conclusão rápida, me pareceu óbvio que Deus não seria a única alternativa para que eu tivesse uma orientação ética: os ateus e agnósticos também têm sua ética. O passo seguinte foi imaginar que outra função Deus ocuparia em minha vida além da referência ética.

Provavelmente você afirmaria o óbvio: Deus é aquele que cuida de mim, me protege, provê para o meu bem e minha felicidade. Embora eu acredite nisso, na verdade, não me basta, pois a vida está cheia de acontecimentos que me induziriam a acreditar exatamente o contrário. Caso eu dissesse a um cético que Deus é como um pai, mas um pai todo-poderoso que cuida de mim, certamente eu seria bombardeado de perguntas. Como disse Robert De Niro: “Se Deus existe, ele tem muito o que explicar”. Além disso, estar sob o cuidado de um superprotetor não é a razão porque acredito em Deus: de fato, abro mão de ser protegido – minha solidariedade com a raça humana não me permite esperar melhor sorte do que a das crianças abandonadas, dos enfermos crônicos, dos miseráveis e vitimados pelas atrocidades dos maus. Ou Deus protege todo mundo, ou a proteção não serve como fundamento para a crença nele. A idéia de um ser lá em cima fazendo e acontecendo aqui em baixo, como um mestre enxadrista que faz dos seres humanos peças num tabuleiro cósmico nunca me agradou. Mas mesmo assim, acredito nisso: sou daqueles que acredita que Deus está no controle do universo e da história. O que quero dizer é que não acredito em deus como se as coisas que acontecem ou deixam de acontecer fossem resultado de decisões divinas, do tipo: vou dar este emprego pra ele? vou curar esta criança? vou dar este câncer de mama para ela? vou fazer com que eles se casem?, e assim por diante, como se Deus fosse uma máquina de decisões que não para nunca e afeta tudo quanto existe em tudo quanto é lugar em relação a todo mundo.
A maneira como percebo Deus é mais ou menos como percebo o sol: ele simplesmente está lá. Acredito em Deus mais ou menos assim: Deus está, ou se preferir, Deus é. Assim como o sol irradia seu calor sem cessar, também Deus afeta tudo em todo lugar em relação a todo mundo. O sol não precisa tomar decisões: ele simplesmente está lá. Assim também em relação a Deus.
É verdade que nem todas as pessoas e nem todos os lugares são afetados pelo sol, e também que as pessoas e lugares que são afetados pelo sol experimentam o sol de maneira diferente e com conseqüências as mais variadas. Mas não por causa do sol. O sol está sempre lá e é sempre do mesmo jeito. O que muda é a realidade sobre a qual o sol incide: se a pessoa está à sombra é afetada de um jeito, se está descoberta é afetada de outro; o fruto do topo da árvore é afetado de um jeito, escondido entre as folhas, de outra; a água do lago é afetada de um jeito, empoçada, de outro; uma planta em boa terra e irrigada é afetada de um jeito, em solo ruim e seca, de outro. O sol está sempre lá e do mesmo jeito, aqui embaixo é que as coisas são diferentes.
Assim também em relação a Deus. Ele é, e sempre do mesmo jeito, as condições que lhe são dadas é que mudam: uma criança sozinha na rua e outra num ambiente familiar de afeto e amor; um homem que aproveitou bem suas oportunidades de estudo e formação profissional e outro que não teve a mesma sorte; alguém com uma doença congênita e outra pessoa com propensão atlética; a periferia do Haiti e o condomínio na Califórnia. Deus é, e sempre o mesmo, fluindo de maneira plena e equânime sobre tudo e todos, em todo tempo e lugar. As realidades sob sua influência é que são distintas. Por esta razão as conseqüências de sua influência são diversas e jamais podem ser padronizadas.
Já imagino o que você está pensando. Você acha que acabei de tirar a dimensão pessoal de Deus, e passei a tratar Deus como uma força ou uma energia. Faz sentido, mas tenho uma saída. A diferença entre Deus e uma força ou energia é que as forças e energias não afetam dimensões pessoais. Por exemplo, não é possível prescrever 30 minutos de banho de sol para adquirir capacidade de perdoar, 20 minutos de banho de chuva para se livrar do vício de mentir, ou 45 minutos de banho de luz para se encher de compaixão. Essas coisas: amor, perdão, misericórdia, justiça, solidariedade, pureza de coração, alegria e saudades são atributos pessoais, relativos a seres conscientes, auto-conscientes, com capacidades afetivas-emocionais, intelectuais e racionais, e volitivas. Por esta razão, o sol é apenas uma metáfora – incompleta, como toda metáfora – para Deus.
Deus não é uma energia ou uma força impessoal, mas o Ser–em–Si, fundamento pessoal de toda a realidade existente. Como disse São Paulo, apóstolo: em Deus somos, nos movemos e existimos.
Dallas Willard me ajudou muito a compreender isso quando afirmou que a principal maneira como somos afetados por Deus é através de “pensamentos e sentimentos que são nossos, mas não tiveram origem em nós”. Esta é minha experiência de Deus. Continuo acreditando que Deus está no controle de tudo, é livre para tomar decisões e afetar a realidade conforme sua vontade, cuida de mim e de todo mundo, faz e acontece na história e nas minhas circunstâncias, dispões de pessoas para a vida e para a morte, e o que mais você quiser ou considerar necessário atribuir como capacidade e direito a alguém que seja chamado Deus, afinal, por definição, Deus é incondicionado e ilimitado. Mas todas estas coisas atribuídas a Deus me são imponderáveis e inacessíveis. O que me afeta de fato é que crendo em Deus e conscientemente me submetendo a Ele, experimento pensamentos e sentimentos que são meus, mas não têm origem em mim. Sou levado a um estado de ser ao qual jamais conseguiria chegar sozinho. Deus é meu interlocutor amoroso. Deus é meu companheiro de viagem.
O que acontece fora de mim, se Deus faz ou deixa de fazer, se foi ele quem fez ou deixou de fazer, não me diz respeito, minha razão não alcança, e, portanto, não é objeto de minha preocupação para caminhar pela vida. Mas o que acontece dentro de mim, isso sim, é tudo quanto eu tenho e me basta. Tudo quanto tenho para orientar a minha peregrinação existencial são sentimentos e pensamentos que são meus, muitos deles que não tiveram origem em mim. Isso é questão de fé. E essa é a minha fé: estou sob Deus, suplicante e humildemente dependente de seu amor para me tornar tudo quanto estou destinado a ser, independente do que me possa acontecer.
A mim me basta saber que em pastos verdejantes às margens de águas puras e cristalinas, ou no vale da sombra da morte, nada preciso temer, pois Deus está comigo, refrigerando-me a alma, guindo-me pelos caminhos da justiça por amor do seu nome. A mim me basta saber que se Deus é por mim, ninguém pode ser contra mim, pois nada pode me separar do amor de Cristo: nem tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada, pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Não sei como seria minha vida se eu não acreditasse em Deus. Muito menos se Deus não acreditasse em mim. E nem quero saber.


(Ed René Kivitz)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Caiu, levanta!

Quando eu era pequena e caia, minha mãe dizia assim:
"Caiu, levanta!" Ou "caiu, levanta pra cair de novo!"
Ao longo da vida a gente vai se dando conta de que algumas frases da infância, como essa por exemplo podem ser utilizadas em outras ocasiões.
E no meu caso é exatamente isso.
Eu cai, levantei, cai de novo, levantei tantas vezes.
Mas certamente é só o começo.
Não tem problema!
A gente só aprende que não pode subir em algum lugar, se a gente cair de lá.
E ainda assim, voltamos a subir e a cair novamente.
No meu caso não. Sempre fui medrosa. Sempre.
Mas não quando se trata de sentimentos.
Nunca tive medo de arriscar.
Já quebrei a cara ou cai algumas vezes e levantei, como disse.
Mas nunca fui paralisada pelo medo, pela incerteza.
Hoje cai de novo.
No mesmo erro? Há quem diga que sim!
Eu já não encaro desta forma.
Se algo é importante pra mim, julgo necessário lutar por ele.
E se de repente eu já caí de lá, posso tentar subir novamente pra ver se desta vez eu não caio.
Caso queira muito.
Mas infelizmente muitos não pensam assim.
Ou felizmente. Eles evitam a queda, que não há como negar.
É dolorosa.
Não posso garantir que nunca mais subirei de onde caí.
Ainda é valioso pra mim!
Mas posso garantir que ou eu subirei e não cairei mais.
Ou eu aprenderei que é alto demais.

Carol Berto.
Escrevo, logo existo!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Senhor, não permita que eu perca a visão.
Antes que isto possa acontecer me chame pelo nome e me ensine por onde é o caminho.
Eu andarei por ele!
Porque eu pertenço a Ti!

Carol Berto,
Escrevo, logo existo!

Tempo de paz!


Percebo que certezas são necessárias.
Nunca precisei tanto disso. Talvez tenha sido sempre o meu erro.
Ou não. Quem sabe se eu exigisse sempre certezas, não seria eu.
Não seria como fui.
Não seria como sou.
Gosto de ser quem sou.
Sei que preciso mudar, crescer, mas gosto de mim.
Há 11 dias sinto saudades de mim.
Nunca pensei antes de agir, nunca fui tão racional, tão sensata.
Meu jeito intenso, emocional sempre fizeram muitas diferenças na minha vida!
Sei que é necessário dosar.
"Não ser nem tanto nem tão pouco."
"Mas tenho me assustado diante do espelho".
Tenho medo de ter envelhecido 20 anos em 2 semanas.
Tenho medo de não me doar.
Tenho medo de não falar mais com os olhos.
Tenho medo de perder as minhas expressões faciais quando algo me deixa triste ou feliz!
Tenho medo de viver me defendendo!
Quero poder viver livre, em paz e feliz!
Nunca procurei tanto a paz quanto agora.
Nunca quis tanto receber mais do que dar.
Não por egoísmo, mas por entender que é necessário.
Há tempo para tudo!
E eu quero viver isso. Preciso viver isso!
Não quero guerras, lágrimas, incertezas, desamor!
Não agora, não mais!
Sei que posso, sei que devo me permitir!
Estou aberta para paz (para o amor que traz paz), estou aqui!
Não pode haver condenação para isso!
Não há!
Então eu viverei!

Carol Berto,
Escrevo logo existo!