domingo, 28 de junho de 2009

Antes de ser mãe...

Não entendia o que era ter a vida fora de mim e ainda assim continuar vivendo...Mas no dia 18 de junho de 2009, a Zoe tratou de me ensinar como isso pode acontecer...
Foi só olhar para seu corpinho peladinho, ainda cheio de sangue e entender que ali... Minha vida não me pertencia mais...
Escutar seu pequeno e baixo chorinho, me deu uma vontade ainda maior de viver... Viver por ela... Porque durante muitos anos de sua vida ela dependerá de mim e do papai...
Quando eu pude senti-la nos meus braços foi como se o mundo pudesse parar ali e vivermos aquele momento por toda a eternidade...
Olhar seus olhos, me deu expectativas de futuro...
Nas primeiras horas, onde ainda não conseguia amamentá-la e ouvia seu chorinho de fome, era como se meu coração parasse...
Quando ela mamou pela primeira vez, era uma sensação tão gostosa, divertida... Encantadora, eu diria!
Dar seu primeiro banho, ainda na maternidade, me fez tão feliz... Por entender que cuidar, verdadeiramente é amar...
Levá-la pra pesar peladinha e ouvir seu choro de frio, me fez querer colocá-la de volta na minha barriga... rs.
Sair da maternidade com ela e saber que ela estava indo ao encontro do mundo que a espera, me deu medo... Muito medo... Mas muita vontade de ensiná-la e aprender com ela...
Chegar em casa com meu bebê no colo, me fez ter vontade de ficar ali pra sempre, só para protegê-la de tudo; apesar de saber que não é assim...
Não dormir, só para velar seu sono, me fez passar por cima de qualquer cansaço...
Acordar, levantar e olhá-la no berço, só porque ela respirou mais forte ou porque está muito quietinha... Me fez entender que preocupação faz parte do cuidado de alguém que se ama e que não se quer perder nunca...
Sentir seu cheirinho, desejar seu arroto, me preocupar com seu espirro, com ela se engasgando na ânsia de mamar, agasalhá-la todas as vezes que ela está com soluço, dá um pulo da cama quando ouço chorar, trocar sua fralda, chorar de vê-la tomando a BCG, fazendo o teste do pezinho e furando a orelha (que me fez querer tomar sua dor), é tão único e em pouquíssimo tempo passou a ser essencial na minha vida!
Amo a Zoe com um amor que ninguém nunca conseguirá colocar num papel seja em verso, prosa, poesia ou desenhos...
Ninguém nunca conseguirá explicar com palavras... Porque o que eu sinto é mais forte que a minha própria vida, é mais intenso do que a sensação de ser...
O amor de mãe é incomparável, insubstituível e só agora eu entendo, compreendo e vivo...
Desfrutar desta felicidade me torna outra, desde que ela nasceu!

Obrigada Deus, por me fazer mãe, por me tornar mãe, por permitir, por arquitetar e desenhar a minha Zoe!

Obrigada Príncipe, por me fazer viver a melhor coisa da minha vida... Por me fazer ser mãe do nosso fruto, do nosso pedaçinho!
Carol Berto
Escrevo, logo existo!

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